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COMO FAZER A ROTA

O trajeto da “Rota das Capelas” poderá ser feito a pé, de bicicleta, moto ou a cavalo.*

A ROTA

O acesso a Aguaí é fácil, pois a cidade fica no entroncamento das rodovias SP 344 (entre Campinas e Casa Branca, passando por Jaguariúna, Mogi Mirim e Mogi Guaçu) SP225 (liga Aguaí e Pirassununga) e SP340 (acesso a São João da Boa Vista, Vargem Grande do Sul e o sul de Minas Gerais). É servida pela Viação Santa Cruz e Viação Cometa.

Em Aguaí, a opção de hospedagem é o Hotel Ideal, situado na avenida Azevedo Marques, 247, fone (19) 3652-0220, o pernoite com café da manhã custa para peregrinos R$ 20,00. A cidade contará com mais uma opção de hospedagem no segundo semestre de 2007.

 Saindo de Aguaí, parta do “Trevo das 3 Fazendas” (na SP 340, altura do km 205, na Rodovia que liga Aguaí a São João da Boa Vista), seguindo, pela estrada velha de Pinhal, as flechas de cor laranja, pintadas ao longo dos 97 km em postes, pedras, mourões de cerca, árvores e porteiras.

No trecho aguaiano, o caminho é de asfalto (8,2 km), onde existem duas capelas, à E do caminho. Terminando o trecho asfaltado, entra-se em território de Espírito Santo do Pinhal e, depois de mais 7 km, chega-se ao bairro de 3 Fazendas, onde o casal Lucimar e Batista carimbam a credencial do peregrino. Contatos pelo fone (019) 3668-9536. Virando à esquerda, logo o peregrino alcança a rodovia que liga Espírito Santo do Pinhal a São João da Boa Vista. Muito cuidado ao atravessar a pista! Siga pela estrada de terra que se inicia do outro lado da pista, sob uma paineira, até o Sítio Perobinha (um muro de pedras à E identifica o local onde será carimbada a credencial pela família de Lúcia e Valdevir Belli). Se o peregrino achar que precisará pernoitar ali (são 28 km de Aguaí até lá), aconselha-se fazer reserva com antecedência de pelo menos 1 dia pelo fone (019) 36689190. Recomenda-se fazer reservas com maior  antecedência para grupos acima de 5 pessoas, pois o lugar não conta com pousada, dispondo apenas de acomodações na casa das famílias e assim mesmo, só serão aceitos peregrinos que portarem a credencial emitida em Aguaí.  

Se o preparo físico permitir, siga em frente e visite a igreja de Santa Luzia, a 3 km do Sítio Perobinha.

 Grupos maiores de peregrinos costumam ser acomodados no barracão da igreja de Santa Luzia e, nesse caso, se o grupo não contar com carro de apoio para transportar alimentos e roupas de cama suficientes, é necessário agendar o pernoite com uma semana de antecedência para que os hospedeiros do lugar se organizem para receber os peregrinos. Geralmente o caseiro, cuja casa fica à E da entrada da igreja, pode abrir a igreja para visitação.

Em Santa Luzia preste atenção para não pegar o caminho que leva a Espírito Santo do Pinhal! Depois de visitar a igreja de Santa Luzia, volte, virando à E e siga por uns 300 ms, (até o fim do asfalto) e na bifurcação da estrada, vire à D. Após passar por uma roda d’água (à D) e um cercado onde se vê um casal de avestruzes (à E), o peregrino pode pedir água ao simpático sr. Luis Belli que costuma fornecer pouso para peregrinos ( 97073394, com sr. Valter). Mais uns 10 km levam o peregrino até Santo Antonio do Jardim, ainda no Estado de São Paulo. No caminho entre Santa Luzia e Sto Antº do Jardim, preste atenção a um açude à E, onde existe uma capelinha minúscula no meio da água e no mesmo bairro outras capelas espalhadas.

Obs.: com exceção do Bairro 3 Fazendas, não há bares ao longo do caminho entre Aguaí e Santo Antonio do Jardim, portanto, leve um pouco mais de água e um lanche. Em Santo Antonio do Jardim, seguindo as setas na calçada e na rua, vá até a Padaria Santo Antonio, no centro da cidade e, enquanto aguarda que os simpáticos proprietários carimbem sua credencial, aproveite para degustar as delícias da casa e reforçar a reserva de água.

Se o peregrino não pernoitou em Santa Luzia (no Sítio da família Belli ou no barracão da igreja de Santa Luzia) e seguiu até Santo Antonio do Jardim, é bom parar na cidade e pedir pouso, pois já são mais de 40 km percorridos. Ref: Tadeu (fone 019 – 3654-1451). Pernoite com boa acomodação na pousada do Auto Posto São Cristóvão (019) 36541317 (R$ 25,00 p/pessoa).

 Em Santo Antonio do Jardim, procure por d. Rosa, na Padaria Jardinense, para carimbar a credencial. Do centro de Santo Antonio seguindo as flechas marcadas nos postes de iluminação, desça a rua e pegue a estrada de terra que sai à E do “Teatro de Tábuas” e, depois de  15 km, chega-se ao bairro do Óleo, onde há bares. Do bairro do Óleo até Andradas serão mais 10 km, portanto, se o pernoite foi feito em Santa Luzia, é aconselhável procurar pouso na igreja local que está se estruturando para receber peregrinos. Pode-se ainda solicitar uma visita à “Pousada dos Sauás”, um lindo recanto a quase 1 km do Óleo, com acesso por uma estrada à E.  Solicite autorização de visita pelo fone (019) 36613708 ou (035) 99878117, com Maria Inês ou Tom. A “Pousada dos Sauás”, conta com uma capela adornada com uma belíssima pintura da Sagrada Família e uma imagem de “São José de Botas”. O lugar, que encanta quem o visita, fica a 4 km do “Pico do Gavião”, meca dos praticantes de parapente e asa delta e possui clima de montanha, além de muita tranqüilidade e a famosa hospitalidade mineira.

Voltando à estrada do bairro do Óleo, siga as flechas e placas de cor laranja até o centro de Andradas (MG), onde a referência é o Palace Hotel, visto à distância por quem chega à cidade. Em frente ao Palace, no centro da Praça Coronel Antonio Augusto de Oliveira, localiza-se o Centro de Atendimento ao Turista (035 - 37311465, com Daiane), onde o peregrino é muito bem atendido, recebe o carimbo na sua credencial e pode obter maiores informações sobre a Rota das Capelas.

Em Andradas, cuidado para não tomar a direção errada! Na esquina do Palace Hotel, a “Rota das Capelas” cruza com o “Caminho da Fé”, que liga Tambaú a Aparecida. ATENÇÃO:

ROTA DAS CAPELAS – flechas de cor laranja

Caminho da Fé – flechas amarelas

Para informações mais específicas, pergunte pelo caminho para Ibitiúra, saindo pela “Serrinha”, ou pergunte no Centro de Atendimento ao Turista ou no Palace Hotel (fone 035 37316000). O hotel tem preço especial para peregrinos da Rota das Capelas (cobra R$ 20,00 para pernoite e café da manhã).

A partir de Andradas, a Rota oferece as paisagens mais bonitas mas também os trechos mais difíceis, com subidas e descidas acentuadas, exigindo preparo dos peregrinos.

 Saindo da porta do Palace, vire à E, subindo pela rua Antonio Augusto Oliveira até a igreja Matriz de Andradas (à E de quem sobe) e, sempre seguindo em frente, passe por trás da igreja de São Benedito (igrejinha amarela) e siga pela estrada da “Serrinha”, observando as inúmeras capelinhas existentes ao longo do caminho.

A subida da serra é feita pelas estradas mais batidas (na dúvida, pergunte pelo caminho para Ibitiúra). Depois do esforço da subida, faz-se uma curva à D e, caminhando pouco mais de 500 metros, avista-se (à D) uma casa grande, antiga e carcomida pelo tempo mas que esconde no seu quintal uma enorme e linda cachoeira. O proprietário permite o acesso à cachoeira para fotos, mas tome cuidado com as vacas e ao entrar na água pois as pedras são lisas e uma queda pode ter sérias conseqüências. Cuidado, por favor!

A partir daí (dá para ver ao longe, à D, a “Pedra do Elefante”), o peregrino começa a descer a serra e, no final da descida, sempre margeando cafezais, depois de uns 13 km andados a partir de Andradas, o peregrino encontra à D o clube rural do sr Dirceu Felisberto dos Reis. É propriedade particular mas vale a pena bater palmas e pedir licença para visitar o lugar. Ali existe uma  capelinha que foi construída pela mãe do sr. Dirceu em agradecimento por seu filho mais velho ter voltado da 2ª Guerra Mundial são e salvo.

Poucos metros adiante, entra-se à E, passando por um “mata-burros” e, seguindo em frente, passando por várias casas, chega-se ao sítio de D. Maria, onde o caminho desce à D, margeando a cerca de arame farpado, até uma “pinguela”, onde é preciso atravessar com cuidado (um peregrino por vez!). Quem faz o caminho de moto, a cavalo ou de carro, não deve entrar à E, no mata-burro, por causa da pingüela, bastando seguir em frente até chegar ao asfalto, virando então à E.

Passando pela pingüela (para os peregrinos que vão a pé), siga a trilha (as vacas do pasto são mansas!), saia para a pista de asfalto para, logo em seguida, pegar outra estradinha à E. Daí é só seguir as placas e flechas, até chegar a Ibitiúra de Minas (Ibitiura significa “lugar entre montanhas”, você vai entender porque quando estiver chegando).  

No trecho após o clube Felisberto, é possível seguir até Ibitiúra pelo asfalto, mas a opção é totalmente desaconselhável, pois o trecho é perigoso, com pista única, sem acostamento e cheio de curvas fechadas, onde os veículos costumam transitar em alta velocidade.

Indo pelo asfalto, o peregrino perderá a chance de curtir as inúmeras belezas da serra, portanto, pé na estrada...de terra!

Chegando a Ibitiúra, procure por d. Bilia Reis, na sede do Cartório de Registro Civil local, para carimbar a credencial (também é aconselhável agendar pernoite com antecedência pelo fone (0 xx 35 – 37331125). Atualmente, D. Dulce está abrigando peregrinos na creche local (todos a conhecem na cidade e podem indicar sua residência. Pode-se ainda consultar o pernoite e alimentação com o sr. Lourenço. Há ainda a opção da Pousada Recanto Feliz (Pousada do Claudionor) que fica fora da cidade e preços mais altos, necessitando transporte até lá.

Se o peregrino chegar cedo em Ibitiura de Minas, vale a pena caminhar mais 3 km ou fretar um carro do lugar para visitar a “Cachoeirinha”, que, apesar do nome, apresenta uma impressionante queda d’água. É linda! A “Cachoeirinha” fica no caminho que segue para Santa Rita, portanto o peregrino pode optar por visitar o lugar no dia seguinte, quando terá apenas que fazer um pequeno desvio de 300 metros para chegar ao lugar. Em Ibitiúra vale a pena visitar a praça central e a igreja matriz, muito bonita. Um pequeno esforço levará o peregrino à responsável pela chave (d. Elvira) que abrirá a igreja se ela estiver fechada.

Os ibitiurenses têm o maior orgulho das belezas de sua terra. Como o comércio local não abre muito cedo, compre na padaria ou no supermercado Batuta, água potável ( a cidade não conta  com água tratada) e um lanche para o dia seguinte, pois no trecho final também não há locais para se adquirir bebidas e alimentos. De Ibitiura de Minas a Santa Rita de Caldas (15 km), a “Rota” tem o maior trecho em subida de todo o trajeto (são 5 km de aclive acentuado), mas o visual lá de cima compensa o esforço. Terminada a subida, entre à D (100 mts) para visitar o sítio do sr. Moacir e tirar lindas fotos.  

Voltando á estrada, continue subindo mais um pouco e, na encruzilhada, pegue á D. A partir daí, desça até encontrar uma fazenda à sua D, numa curva. O portão fica trancado mas o acesso é permitido. Prepare-se para o melhor visual do caminho!

O peregrino pode atravessar a cerca e subir por um pasto uns 50 mts à D até o início do cafezal, passando por uma porteira de arame (nunca se esqueça de fechar as porteiras que abrir!). Depois da porteira, siga pelo “carreador”, passe debaixo de uma mangueira e logo em frente aparecerá uma enorme pedra com uma inscrição e sobre a pedra uma capelinha branca. Contorne a pedra pela D e vá escalando-a (não é difícil nem perigoso) e prepare-se para curtir um visual inesquecível: sobre a pedra no alto do morro de onde se tem uma visão de 360º da região, a capelinha muito bem cuidada convida à reflexão. Aí o peregrino compreende de vez porque a Rota recebeu esse nome. Depois de curtir a maravilhosa paisagem, volte à estrada para seguir até o destino final. No caminho, o peregrino encontra à E a capela do bairro Sertãozinho e outras capelas à margem da estrada ou um pouco recuadas, singelas ou mais elaboradas, mas sempre uma referência da fé dos mineiros.

Em Santa Rita de Caldas a igreja matriz ostenta uma réplica perfeita do corpo incorrupto de Santa Rita de Cássia, tal como se encontra na Itália. A festa em louvor a Santa Rita é realizada em 22 de maio e reúne milhares de fiéis de todo o Brasil. Nas proximidades dessa data fica difícil encontrar acomodação no hotel e pousadas locais.

Ao chegar a Santa Rita de Caldas, o peregrino deve procurar a Secretaria Arquidiocesana (fone 035 – 37341226) ou procure por d. Imaculada (035) 37341412 para receber o último carimbo na credencial, atestando a conclusão de sua peregrinação. Na cidade, o  Hotel Santa Rita aceita reservas pelo fone (035) 37341348.   

A credencial permite ao peregrino hospedar-se com desconto nas pousadas credenciadas, onde sua passagem será registrada com um carimbo.  Da credencial do peregrino consta sua cidade de origem, número do RG, endereço, dicas de segurança e conselhos para a caminhada, cidades do roteiro, dicas úteis e uma prece, de autoria da criadora da Rota. Arlene escolheu dedicar a “Rota das Capelas”  a “Nossa Senhora da Estrada” que, no seu conceito, é a protetora dos peregrinos e viajantes em geral.

 A credencial tem espaços próprios para receber os carimbos de registro da passagem do peregrino pelos pontos de suporte, instalados em fazendas, pousadas, padarias e secretarias de paróquias. 

Informações preliminares podem ser solicitadas através do e-mails: arlenepadrao @ adv.oabsp.org.br ou arlene.padrao@itelefonica.com.br (019 – 3652-3071) ou anagnann @uol.com.br.

 

·        A Rota das Capelas ainda está em fase de estruturação, portanto telefones e contatos ainda podem sofrer alterações.

·        Recomenda-se fazer a peregrinação acompanhado, por questões de segurança. Em boa parte do caminho, os celulares não funcionam, mas as pessoas são solidárias e respeitam o peregrino.

·        Recomenda-se também fazer uma programação prévia de distâncias a serem percorridas em cada dia e agendar pernoites com certa antecedência.

·        Os preços da hospedagem têm média de R$ 20,00 para pernoite com café da manhã.

·        Respeite as limitações da hospedagem. Lembre-se de que este é um roteiro de peregrinação que está no seu início e ainda não conta com a estrutura ideal, portanto, depende da boa vontade de pessoas que não têm a hotelaria como sua atividade principal. Portanto, colabore, não fazendo exigências além das disponibilidades do lugar. Não faça algazarra, procure recolher-se cedo. Valorize as gentilezas recebidas. Lembre-se de que um caminho de peregrinação é uma representação da vida, com suas dificuldades naturais e uma oportunidade de aprendizado pessoal e social.

·        Um peregrino tem obrigação de respeitar a natureza. Portanto, nada de arrancar mudas de plantas nem deixar lixo pelo caminho (ponha o lixo num saquinho e, na próxima cidade, deposite-o numa lixeira). Faça a sua parte na preservação das belezas e riquezas do caminho!

·        Depois de fazer a Rota, entre em contato conosco dando sua opinião e suas sugestões para que possamos melhorar o que for necessário.

 

 

SUGESTÃO: IMPRIMA ESTE ROTEIRO PARA FACILITAR A PEREGRINAÇÃO. DEPOIS DE CONCLUÍ-LA, PASSE PARA ALGUÉM QUE DESEJE FAZER ESTA EXPERIÊNCIA, ASSIM VC ESTARÁ AJUDANDO A DIVULGAR A “ROTA DAS CAPELAS”. ESPERAMOS QUE A ROTA SEJA UMA EXPERIÊNCIA POSITIVA EM SUA VIDA. BOA VIAGEM!

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“ROTA DAS CAPELAS”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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